domingo, 2 de outubro de 2011

Música é sabor.

 
Sinto gosto de infância, com tempero de maturidade.
E ouço os sons que aceleram-me a pulsação, e descubro 
que as cores e sabores não joguei fora, só guardei.
E gosto desta minha caixinha de recordações, 
que me dizem que viva e vívida sempre estarei aos arco-íris, 
às sonoridades que dizem tanto de mim.
Ser menina e mulher.
Sou agridoce em tudo quanto posso.
Apegar-me, 
pegar-me, 
soltar-me...
Tudo que meu sangue quente, e meu sorriso inconsequente permitir.
Por que eu gosto de sentir, 
de doer, 
de gemer, 
de ganhar e perder,
de gritar,
de deitar,
eu sempre gostei de sofrer de amar.

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