Sinto gosto de infância, com tempero de maturidade.
E ouço os sons que aceleram-me a pulsação, e descubro
que as cores e sabores não joguei fora, só guardei.
E gosto desta minha caixinha de recordações,
que me dizem que viva e vívida sempre estarei aos arco-íris,
às sonoridades que dizem tanto de mim.
Ser menina e mulher.
Sou agridoce em tudo quanto posso.
Apegar-me,
pegar-me,
soltar-me...
Tudo que meu sangue quente, e meu sorriso inconsequente permitir.
Por que eu gosto de sentir,
de doer,
de gemer,
de ganhar e perder,
de gritar,
de deitar,
eu sempre gostei de sofrer de amar.

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