sábado, 22 de outubro de 2011

Graus

Enfim te vejo, a me enxergar.
E tuas dúvidas a respeito de minha condulta, me enaltessem.
Porque sou mesmo louca.
E de tão ser me rendo ao teu cedro de rei absoluto, 
e sinto prazer na tua injusta desconfiança.
Excitante descofiança falsa, pois sei no que vorazmente acreditas.
Assim o sei.
É bom te provocar!
E até achei que demorou a notar minhas notas.
Entendas que o que sempre foi só teu, 
também é por vezes ameaçado, 
e te cuidas, 
está em extinção.
O leite que em mim há de escorrer, por vezes,
somente em minha terra frutificou, plantas de astros.
E é justo porque, afinal, o que para alguém escrevo, 
abaixo o assino sem subliminares,
ao antigo, que agora voltara a nascer, não de existência,
mas de nomenclatura:
AMOR! Você
F.R (Meu)

sábado, 15 de outubro de 2011

Sobrevivência

Por muitos e árduos dias, meses, anos...
Esqueci a parte doce do amor.
As sutilezas, que passei a chamar  de bobagens, tão gostosas...
E eu esquecera de quão melódica tornam a vida!
Coração acelerado.
Sorriso incontrolável.
Auto-estima flutuante.
Vontade de usar perfume, de estar e sentir-se bem 
e bela, por que não?
Tudo pode ser tão mais leve...
Por que compliquei tanto?
Vou agora apaixonalizar, 
começar tirando meus velhos e bons cd´s do armário, 
e ressentir somente o que é bom, 
o que for ruim substituo por novas boas "bobagens".
Amar é bobo e bom!
Vou agora!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Adoçar

A minha boca.
Esta que deseja e cala.
Infame e tão serena.
É doce, como não mais supunha, 
e ao ser usada, enfim, aos poucos meu coração gela.
Um choque térmico capaz de aguçar meus sentidos, 
me torna quente como de costume, 
e permite-me ser cores e sons novos e antigos.
É assim que gosto.
Paradoxo.
Ambiguidade.
Delicadeza e veracidade.
A verdade que se falha não é de um todo corrupta.
E minha indifereza e apatia aliviam-me num leve canto de ninar...

Sou de nan nan nan ã, ã ã ã ã ã, sou de nan nan ã...

Durmo assim, leve e livre do que tanto já pesou!
Ainda que não totalmente, sinto o reflexo dos progressos, 
e já canto vitória!
Tudo um dia será azul de novo!

domingo, 2 de outubro de 2011

Música é sabor.

 
Sinto gosto de infância, com tempero de maturidade.
E ouço os sons que aceleram-me a pulsação, e descubro 
que as cores e sabores não joguei fora, só guardei.
E gosto desta minha caixinha de recordações, 
que me dizem que viva e vívida sempre estarei aos arco-íris, 
às sonoridades que dizem tanto de mim.
Ser menina e mulher.
Sou agridoce em tudo quanto posso.
Apegar-me, 
pegar-me, 
soltar-me...
Tudo que meu sangue quente, e meu sorriso inconsequente permitir.
Por que eu gosto de sentir, 
de doer, 
de gemer, 
de ganhar e perder,
de gritar,
de deitar,
eu sempre gostei de sofrer de amar.

sábado, 1 de outubro de 2011

Outubro

Não gosto do outono,
nem de Outubro.
As mágoas enraizam, regurgito sofrimentos,
lutando ainda para que meu mel não petrifique.
Meu ferrão é dos grandes e agressivos.
Tenho vontades e pensamentos psicopatas contra vespas que me perturbam.
Viúva negra, não é páreo pra mim.
A falta de melanina eu desconto no caráter que lhe falta e que me sobra.
No mês de Outrubro tudo piora, e ainda que
por aí a fora, por aqui por dentro aflora tudo
quanto passara e soubera,
e espero com fervor minha primavera
que trará um prato frio,
não feito por mim,
pela cozinheira vida,
e hei de comer com gozo,
orgasmos múltiplos de ver que nem tudo fica impune.
Tua imundicie será minha glória.
E na lama deste mês já canto vitória,
da tua desgraçada marca mísera e profunda
que somente hoje me atormenta.