terça-feira, 20 de setembro de 2011
Identificâncias
Gosto de ler o que escrevem.
Quando bem o fazem, e me fazem.
Sinto como uma nova forma de teatralizar,
só que assim de um jeito introspectivo,
e loucamente ainda mais imaginário.
Gosto de ler que sentem o que eu escrevo, e que escrevem como também sinto.
Gosto de escrever o que lêem,
e é assim como colocar pra fora as loucuras,
e sensatezes que por vezes me transbordam.
Eu, aqui, assim, também sigo sendo arte.
No universo meu e de quem quiser...
É bom se apaixonar, né?
Principalmente pelo que vale a pena.
A arte sempre vale!
Fico feliz quando outros percebem.
Ainda que distantes, perto, através dela.
Desejos de Luz!
Momentos trágicos e cômicos são bons quando bem vividos,
ou vívidos, INTENSAMENTE!
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Comer
A mistura do doce e do salgado.
O "pecado" que abarca tantos outros, em sua literalidade ou não.
A língua descontrolada, ofegante,
músculo, carne, mão.
Boca que já não sabe se morde, se chupa, se cospe...
O resto do corpo que vibra em ressonancia,
combinando e querendo mais, um pouco ou muito mais...
Sempre mais.
Tenho fome, ou será gula?
domingo, 18 de setembro de 2011
A medida da diversão
Pra mim ela é esta.
Deste jeito.
Com qualidades e defeitos.
Amarela e preta.Lisa e cacheada.
Sociável e chata.
Uma mistura do jeito que também sou, só que sem meu exagero.
A minha medida tem dose dupla, e tudo o mais é supérfluo.
A duplicidade, intermédio meu.
O resto é simplesmente descartável.
Descarto sem receio, porque essas duas e eu no meio
é sempre a medida certa.
Os lugares não tem as nossas cores,nem a intensidade de nós três.
Embora formem por vezes outros bandos,
certeza tenho q não causam os [des]encantos, que causamos em uma só vez.
É boa esta medida, e o mundo sabe que seria demais transbordá-la.
Seria demais para a natureza, loira, morena e ruiva constantemente a bagunçar todas as noites.Que sejam algumas então!
Poucas, mas intensas.
Simples e eternas.
Amo vocês.
Do meu jeito, recluso, rude, ciumento, exagerado e escrachado que só vocês entendem!
Por que também sou medida certa!
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Óculos de arco-íris
Quando sou vontade de ser arte,
pintar música,
cantar teatro,
dançar a vida...
Tudo fica assim, colorido
como se o fosse.
E uso essas lentes,
e canto samba, o samba da realidade fantasiosa.
Intensamente sou, tudo quanto quisera,
e o que não, esqueço, enquanto minhas pernas
dançam.
Bora?
"No tempo que eu era só,
e não tinha amor nenhum,
meu coração batia mansinho...
tum
tum
tum..."
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Primeira folha
O mundo gira, o tempo passa.
É eu sei que é óbvio, e o que é óbvio é clichê, o que é clichê é chato e assim prossegue em linhas de eteceteras.
Difícil é não cansar de estar parada e ver tudo se repetindo...
Ridiculamente plagiados os momentos, e há quem acredite que é tudo novo, surpreendente, magnífico.
Não tenho pretenções além de "ortografar" o que e como quiser.
Tenho mesmo é vontade de proclamar profecias de maldição aos hipócritas que condenam os que o são.
CANSADA DA MENTIRA QUE NÃO CANSA.
E assim me faz mentir também, sendo complacente, e submissa a tudo quanto condeno.
Hipócrita de mim.
Para viver bem, para estar bem, para que estejam bem escolho o pior.
Assim há de ser.
E o meu refúgio agora, ainda que gélido e aparentemente sombrio, de afeto, de aconchego, é este.
Linhas de raiva, riscadas com amargura, com desgosto, alegria, com desejos cheios de esperança ou libido voraz...
Todas elas estarão fincadas com caneta de dedo.
De tecla.
Estas palavras.
As minhas.
Para que eu possa, tentar ser o melhor, e acreditar depois de dias, meses ou anos, que é isso mesmo que sou, o melhor que poderia.
Para que mesmo é que o universo conspira?
É eu sei que é óbvio, e o que é óbvio é clichê, o que é clichê é chato e assim prossegue em linhas de eteceteras.
Difícil é não cansar de estar parada e ver tudo se repetindo...
Ridiculamente plagiados os momentos, e há quem acredite que é tudo novo, surpreendente, magnífico.
Não tenho pretenções além de "ortografar" o que e como quiser.
Tenho mesmo é vontade de proclamar profecias de maldição aos hipócritas que condenam os que o são.
CANSADA DA MENTIRA QUE NÃO CANSA.
E assim me faz mentir também, sendo complacente, e submissa a tudo quanto condeno.
Hipócrita de mim.
Para viver bem, para estar bem, para que estejam bem escolho o pior.
Assim há de ser.
E o meu refúgio agora, ainda que gélido e aparentemente sombrio, de afeto, de aconchego, é este.
Linhas de raiva, riscadas com amargura, com desgosto, alegria, com desejos cheios de esperança ou libido voraz...
Todas elas estarão fincadas com caneta de dedo.
De tecla.
Estas palavras.
As minhas.
Para que eu possa, tentar ser o melhor, e acreditar depois de dias, meses ou anos, que é isso mesmo que sou, o melhor que poderia.
Para que mesmo é que o universo conspira?
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